FIESP - FESTEMP | Blockchain - 06/05/2018

Queridas(os) leitoras(os)!

Tive a grande oportunidade de participar de evento na Fiesp sobre Blockchain, nessa segunda-feira, 06 de maio de 2018 - Festemp 2018.

Blockchain, Bitcoin, Criptomoeda, Câmbio
Foto: Pixabay

Ricardo Urresti expôs as 04 propriedades do Blockchain para empresas: 1) acesso transparente, compartilhável; 2)  registro imutável e não adulterável; 3) transações validadas e não repudiáveis; 4) registros e transações confidenciais.

Trata-se, assim, segundo Urresti, de oportunidade para negócios a tratativa de criptomoedas.

A tecnologia do Blockchain se incorpora a um software. Há dois tipos de Blockchain, conforme o expositor: 1) Público (p.ex.: Bitcoin e Ripple); 2) Privado (p.ex.: HyperLedger)

Outro assunto levantado trata-se dos possíveis usos de Blockchain, como exemplo: serviços financeiros; pagamentos de varejo; e pagamentos de mercados.

Há, porém, outros casos ainda  de possíveis usos de Blockchain, em outros mercados, tais quais: serviços de Saúde, suprimentos e outros.

Há a possibilidade, por fim, do uso dessa tecnologia no setor público, como questões: de terras e bens; alfandegárias; de operadores logísticos; da receita federal; de licitações e questões regulatórias; de serviços cidadãos para novo registro de vacinas; bem como compartilhamento de informações com outros governos.

 Revolução Blockchain

Outro expositor, Carl Amorim, na ocasião, afirmou que a Inovação não é nova tecnologia. Trata-se, assim, na realidade, de transformação cultural promovida por ela. A Internet, desse modo, deve não somente trazer apenas lucro, mas, principalmente, valor. Como exemplo, os cartórios, com isso, seriam remodelados. Acabaria a velha burocracia e os serviços passariam a ser integrados em rede, por meio de poder não centralizado, com razão com poder descentralizado, com a segurança privada preservada. Temos, portanto, a 2a. Era da Internet.

Nessa direção, o mais correto não seria chamar de criptomoeda, já que o ativo não seria o dinheiro. Um exemplo seria poder realizar negociações desde coxinhas às ações da Petrobrás, passando por registros de Saúde, pelo voto (exercício da cidadania), por derivativos financeiros e contratos financeiros, sem o intermédio de bancos ou instituições financeiras.

Na realidade, a nova economia seria centralizada, de modo que todos a controlam, com maior eficiência, sem burocracia. Trata-se, portanto, de questão de evolução e sobrevivência.

Assim, a eficácia, no cenário, é justamente a Inovação nos Modelos de Negócios, através da: 1) inclusão; 2) diversidade; 3) exponencialidade; e 4) abundância.

Nesse panorama, os aplicativos serviriam para controlar todos os aspectos envolvidos.

Além disso, hoje, a Energia envolve alto custo para ser distribuída por redes de distribuição. Assim, num futuro breve, a Internet das Coisas com a Inteligência Artificial servirão como medidores para a distribuição de Energia, pela rede de logística, através do protocolo de Blockchain.

Igualmente, empresas já estão aderindo ao Blockchain, como o Walmart. O uso da tecnologia/filosofia já vem sendo adotado por administradores de ativos. Também, no cenário, por meio de celulares, será possível transacionar imóveis, como compra e aluguel.

Outras aplicações do sistema seria o uso por aviões de combate, que poderiam ser localizados em qualquer parte do Oceano Atlântico, just in time.  Ainda neste contexto, os mestres cervejeiros seriam substituídos por máquinas degustadoras. Até 2030, os bens de consumo e as questões de Saúde receberiam sua influência. O SUS (Sistema Único de Saúde) receberá a aplicação do Blockchain. No varejo, será possível acabar com o trabalho escravo, através do uso da tecnologia, cumprindo a responsabilidade social. Existirão, assim, mais produtos sustentáveis. 

Os grandes desafios e problemas focam na mudança de paradigmas. Segundo o expositor, bancos e cartórios do jeito que são hoje acabariam. Trata-se, de fato, de mudança social inevitável que, com certeza, irá ocorrer.

Fernando Godeghesi, por sua vez, enfatizou que a realidade do Blockchain é muito forte. Esta tecnologia, segundo o palestrante, abrange desafios técnicos e não há profissionais qualificados no mercado para lidar com ela. Por outro lado, já existem projetos de Blockchain, que de fato não irão acabar com o que já existe, como cartórios e as relações trabalhistas. Apenas transformarão essas relações, por meio do uso do Blockchain.

Enquanto isso, Courtnay Guimarães frisa que a tecnologia/filosofia do Blockchain envolve as ideias de liberdade, de utopia e distopia tecnológica, de criptografia (marcante em Alan Turing), de relações governamentais com a comunidade de indivíduos. Ocorre, assim, segundo ele, um processo digital, por meio de redes abertas. Finalmente, o palestrante sinaliza para o fim do Estado Moderno, sendo substituído pela forma de Estado do "Code is Law", ou seria, ainda, "Code is Bug", brinca. Teríamos, assim, um modelo de Estado baseado nas grandes corporações, tais como Google, Apple etc.

Finalmente, tivemos a palestra proferida por Guilherme Costa. Por seu turno, o palestrante lembrou de questões, como títulos de créditos para o mercado brasileiro de agronegócios. Expôs, assim, sobre a StartUp, Bart Digital, que agrega transparência e eficiência ao crédito agrícola. Por meio de tecnologia de Blockchain, que, entre outros fatores, envolve as noções de smartcontracts e de tecnologia aplicada às estruturas de assinaturas. Para ele, os cartórios não irão acabar. Pelo contrário, terão somente seu sistema de funcionamento substituído por um novo modelo, com a integração da Internet das Coisas.









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