ATUALIZADO - FIESP | 1o Fórum Digital Mídias Sociais e Suas Ferramentas

Por Nicholas Merlone
Atualizado às 21:30 - 17 abril / 2018

Estimada leitora, caro leitor,

Tive a oportunidade de poder participar deste evento (1o Fórum Digital Mídias Sociais e Suas Ferramentas) ocorrido ontem, segunda-feira, 16 de abril, na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Na ocasião, na abertura do evento, os apresentadores (Luiz Hoffmann e Alex Brunello) afirmaram que 92% das empresas se encontram nas mídias sociais, de modo que hoje não se faz negócios sem estar nas mídias/redes sociais. Na inauguração do evento, assim, se tratou do universo das mídias sociais. Como se modernizar a Indústria (Indústria 4.0) conectando-a com as mídias sociais, foi uma reflexão. Também se refletiu se as empresas estão preparadas para as novas tecnologias. Igualmente, se tratou do futuro do empreendedorismo, no que se refere à inovação nas mídias sociais e negócios.

Pois bem...

Papel, Negócios, Documento, Escritório 
Foto: Pixabay

Avante!

Na parte da manhã, Luís Fernando Bovo, diretor de projetos especiais do Estado de S. Paulo, responsável pelo Media Lab (projetos especiais de publicidade), expôs algumas reflexões e trocou algumas ideias com relação às mídias sociais, dentre outros assuntos, quanto ao conteúdo e ferramentas para trabalhar as mídias/redes sociais.

Bovo lembrou que o Jornal existe a 143 anos. Daquela época até hoje, chegou-se ao universo digital. Nesse panorama, segundo ele, é preciso se reinventar, se abrir para novos paradigmas, como o mobile. Fato, hoje, muitas pessoas acessam a internet e as mídias sociais, por meio de celulares (smartphones). Como resultado, é preciso trabalhar dobrado, reflete.

O jornalista reforça, assim, que a marca precisa dialogar com o mundo digital, que o conteúdo deve ser relevante para gerar lucro.

No que se refere às Tendências do Mundo Digital, demonstrou que o Mundo Digital impactou a vida de todos, afetando a forma de nos relacionarmos em diversos ambientes (p.ex.: a questão do uso de celulares nas escolas etc.).

Bovo lembra que, realmente, utilizamos o digital para tudo, o tempo todo. No universo digital, pode-se pedir uma pizza, começar um namoro, ler notícias, estudar... Tudo, inclusive, com o problema das Fakes News, uma realidade hoje.

Além disso, o palestrante também aponta a forma como nos comunicamos com as marcas e como as marcas se relacionam com o cliente.

Quanto às fake news, novamente, lembra do Impeachment da ex-presidente Dilma, em 2016. Na ocasião, 03 de 05 notícias veiculadas nas redes eram falsas, conforme Bovo.

Igualmente, lembra das mídias antigas: Tv, Rádio e Jornal. Neste momento, aponta uma curiosidade interessante. Lembra da edição do Estado de S. Paulo de 19 de abril de 1912 [na verdade, 20 de abril - Errata]. Quando o Jornal trouxe como matéria de capa o naufrágio do Titanic.

+++

20/04/1912

O naufrágio do Titanic



Fonte: Acervo | Estado de S. Paulo

+++ 

Bovo, então, afirma que as informações não se sabe bem de onde vêm, as redes sociais dificultam saber a origem das informações. Surge, com isso, um problema. Quanto às fake news, hoje, foge do controle. Quem controla? Quem poderia ser processado? São perguntas que o palestrantes problematizou.

Por outro lado, o jornalista disse que o conteúdo está em vários lugares, desde sites até as mídias/redes sociais. Indicou que antes se trabalhava menos, diferente de hoje, num novo ambiente, que demanda esforço contínuo. Ocorre, assim, segundo ele, uma transformação em todas as áreas, desde a produção de conteúdo até a formação dos profissionais.

Bovo, a seguir, problematiza: "Como ter engajamento sem perder a relevância?" - E responde logo adiante: é preciso se identificar com a causa.

Desse modo, afirma que o Jornalismo requer método. É preciso checar os fatos, confirmá-los, apurá-los, e verificar seu conteúdo. Assim, o leitor poderá reconhecer relevância. Da mesma forma, deve-se também notar a importância do conteúdo para a marca.

Então, o palestrante lembra que há diversos canais para a distribuição do conteúdo, várias redes, focadas em determinados e diferentes públicos, de modo a se dever atentar para a linguagem adequada de cada público.

De tal sorte, ressalta a importância de se monitorar as redes sociais. Isso porque informação é poder e, assim, conhecer o seu público pode possibilitar melhor conteúdo para ele e, obviamente, resultados benéficos para o veículo de notícias.

Refletiu, ao final, o papel do Jornalista do Futuro, que deve, sem dúvida, acompanhar as mudanças que estão ocorrendo no mundo. É preciso, então, adaptar-se às céleres mudanças, compreendendo os cenários global e de mídias/redes sociais, para intervir com propriedade nesses contextos e fazer a diferença.

Finalmente, tive a oportunidade também de assistir e participar de ricas Oficinas. Tais como: 1) Oficina Anatomia de um post: da criação ao gerenciamento - por Clarice Freire; Felipe Decker; e Mayara Beividas; da Agência Babushka; 2) Oficina de produção de vídeos - Giovana Vaz, Coordenadora de Produção Audiovisual na FIAP; 3) Oficina Como utilizar o Linkedin para impulsionar seus projetos e negócios - Carla Falcão, Palestrante Especialista em Mídias Sociais.


Comentários